quinta-feira, 17 de março de 2016

Acaça, curiosidades...

Queridos e queridas!!! Mais um ótimo dia para todos!

Vamos dar continuidade à nossa conversa sobre o Acaça para saber algumas curiosidades a mais?

O que acha do sabor? Gosta, não muito?

Vamos descobrir um pouquinho mais sobre como se pode utilizar no seu dia-a-dia!


Do tipo Estampado, o tecido acima, além de top em qualidade (todos os nossos tecidos são 100% algodão), é lindíssimo e grande o bastante para confecção de muitas roupas!!!

Para garanti-lo agora mesmo, entre em contato conosco. Segue o link de nossa página no facebook onde você encontra nossos telefone, endereços e por onde pode nos enviar uma mensagem:


O Acaçá (Àkàsà ou Eko) é, além de comida ritualística do candomblé, é também típica da culinária baiana. Feito com milho branco ou vermelho, que deve ficar de molho em água de um dia para o outro (em torno de 12 horas), e deve ser depois passado em um moinho para formar a massa que será cozida em uma panela com água, sem parar de mexer, até ficar no ponto (aproximadamente 25 minutos). Mas você também pode conferir ao pingar a massa em um copo com água, quando a massa não dissolve está pronto. Ainda quente, pequenas porções da massa devem ser embrulhadas em folha de bananeira já limpa, passada no fogo (não precisa exagerar, é apenas para deixá-la flexível o suficiente para poder embrulhar) e cortada em pedaços de igual tamanho, para ficar tudo harmonioso.
Para embrulhar é simples! Basta colocar a folha na palma da mão esquerda (pra quem é destro) e colocar a massa. Com o polegar dobrar a primeira ponta da folha sobre a massa, dobrar a outra ponta cruzando por cima e virando para baixo, fazendo o mesmo do outro lado. O formato que resulta é o de uma pirâmide retangular. Caso os seus primeiros não saiam super bonitinhos, não se preocupe e continue, com a prática melhora. ;-)
Vale informar que, para 500g de milho branco em grão são utilizada 4 xícaras de águas, ok?!
O milho branco, naturalmente, vem de uma plantação antes de chegar no mercado e, em seguida às nossas mesas em forma de acaça, então dá uma olhadinha nas fotos abaixo:


Como mencionado, o acaça faz parte da culinária baiana de forma geral, você conhece pratos que são feitos a partir dessa comida sagrada? Pois bem, o acaça é utilizado em acompanhamento em geral, com o bobó de camarão, frango ou galinha da angola, moquecas - como um pirão e, recentemente, até no acompanhamento de bife, tipo "Steak". Claro que em todos esses casos, é adicionando um pouco de sal e, por vezes, até mesmo outros condimentos. É comum, ainda o uso do leite de coco e, se for adicionado açúcar no lugar do sal, é possível fazer sobremesas como manjar de acaça.

Dá uma olhada nessas fotos de dar água na boca!!!





E assim, desejo a todos um dia iluminado!

quarta-feira, 16 de março de 2016

Acaça

Olá, olá amigos e amigas!!!!

Como vão todos???? Espero que ótimos!

Você qual a comida mais importante do Candomblé??? Pois é, muito se divaga a respeito, provavelmente "puxando a sardinha" para o lado do seu santo, não é mesmo?! rsrsrs...

Mas que tal conversarmos a respeito tendo como base o texto abaixo que é realmente incrível?! Vem comigo...


O tecido é mais um do tipo Estampado e está aguardando você chegar!!! Não perca tempo e garanta agora mesmo o seu! Segue o link de nossa página no facebook onde você encontra nossos telefones, endereço e por onde pode nos deixar uma mensagem para maiores informações!!!
https://www.facebook.com/tudosobreorixastecidoafricanobordado/


"As definições mais elementares do acaçá, dizem que se trata de uma pasta de milho branco ralado ou moído, envolvida ainda quente, em folha de bananeiras.
Seu preparo e forma de utilização nos rituais de oferendas envolvem preceitos e bem rígidos, que nunca podem deixar de ser observados.
A definição é correta, mas extremamente superficial, pois, o acaçá é de longe a comida mais importante do Candomblé.
Todos os Orişas de Eşú à Òşàlá recebem acaçá. Todas as cerimônias, do ebó mais simples aos sacrifícios de animais, levam acaçá. Em rituais de iniciação, de passagem, em tudo mais que ocorra em uma casa de Candomblé só acontece com a presença do acaçá.
A pasta branca à base de farinha de milho, chama-se eco (èko), depois de envolvida na folha de bananeira, aí sim, será acaçá. O acaçá é um corpo, um símbolo de um ser, única oferenda que restitui e redistribui o Àşé.
O acaçá remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida. E por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-e a comida e predileção de todos os Orişas.
Nem todas as palavras do mundo são suficientes para decifrar o valor de um acaçá.
Basta admitir que os segredos estão nas coisas mais simples para ver que muitos julgam insignificante, a comida mais importante do Candomblé, banalizando o sagrado e privilegiando a intuição em detrimento do fundamento.
Fato é que quem não faz um bom acaçá não é um bom conhecedor de Candomblé, pois, as regras e diretrizes da religião dos Orişas nunca foram ditadas pela intuição.
Aos incautos vale afirmar que Candomblé não é intuição, mas fundamento sim, e fundamento se aprende. Fundamento é o segredo compartilhado, o mistério sagrado, o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o Orişá.
Aqui o grande fundamento é que o sangue dos animais jamais pode jorrar sobre os ibás sem a presença do elemento pacificador, pois, o acaçá simboliza a paz.
Quando ofertado e retirado do seu invólucro verde, tornando-se a comida de Òşàlá que agrada a todos os Orişá, é a primeira oferenda que deve ser colocada diretamente no assentamento, juntamente com o obi e a água, antes de qualquer sacrifício.
O acaçá deve permanecer fechado, imaculado até o momento de ser entregue. Só então é retirado da folha.

É como se o sagrado tivesse que ficar oculto até a hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempre um elemento consagrado. E o segredo do acaçá é enrolar o ekó na folha de bananeira.
Manter-se imaculado até o momento da oferenda é o que garante a eficácia do acaçá, portanto a folha da bananeira (no Brasil, nenhuma outra pode substituí-la) é fundamental e prova, acima de tudo, quanto o babalorixá, yalorixá são conhecedores da religião que professam.
Os grandes sacerdotes, conhecidos por sua seriedade, saber e sucesso, enrolam o ecó na folha, sabem fazer acaçá. ESTE É O SEGREDO!"
(Texto de Simone Santos).
Muito interessante, não é mesmo?!
E assim desejo a todos mais um dia maravilhoso!!!

terça-feira, 15 de março de 2016

Estar no Templo.

Bom dia comunidade querida!

Tendo estado alguns dias na correria, nossos últimos posts foram compartilhamentos diretos de páginas super interessantes no próprio facebook, mas vamos dar continuidade às nossas conversas hoje?!

Todos sabem que a energia maravilhosa que toma conta do nosso ser ao entrarmos no templo religioso, certo?! É algo difícil de explicar, mas algo perto de "paz" pode se aproximar.

Existem certas condutas simples que podem amplificar esse sentimento, vamos conferir...


Fazendo uma pequena pausa na nossa conversa, vamos admirar este tecido africano verdadeiro do tipo Estampado Especial. Lembrando que suas metragens são 1,50m/ 6m. Para ver outras opções e/ ou saber mais informações, entre em contato agora mesmo! Na nossa página do facebook você encontrar todas as formas de contato:


"O Templo é local exclusivo para fazer e cumprir ritual de forma impecável. É local sagrado! É o espaço tridimensional físico mais sagrado que possuímos. O Templo é o local onde nos sentimos em união com o alto. É o lugar onde Deus deve ser honrado, adorado, louvado e servido. 

Adentrar ao Templo significa que se está penetrando o local mais oculto de si mesmo: representação viva do que cada um é. 


O ser esclarecido e espiritualizado entra no Templo consciente de que está caminhando dentro de si mesmo. Local onde busca por virtudes, valores e mudanças em todas as dimensões.


Estar no Templo, é estar conectado com o alto, é estar em sintonia com Deus (Olódùmarè) e consigo mesmo. Olhos fechados, corpo sereno, mente acalmada, esvaziamento. As portas do coração estão abertas para ouvir aquele que fala no silêncio: Deus (Olódùmarè).


O Templo é o espaço preparado para que a conexão com o alto seja possível, mas para que isso aconteça, é preciso que o ambiente esteja harmonioso, organizado, limpo e o silêncio é primordial. É preciso que o respeito se faça presente, que a conscientização do que realmente significa estar num templo seja plena. É estar em busca da elevação espiritual, se conectando, se entregando, se purificando e se fortalecendo.


O Templo funciona como uma antena catalisadora, por isso tem maior concentração de energias, e por esse motivo fica muito mais fácil a conexão com o alto. Esta energia concentrada dentro do Templo, funciona como uma teia, onde somos peças fundamentais para o bom funcionamento. Se um de nós se desestabiliza e balança, toda a estrutura balança junto. Por isso, precisamos vigiar para que possamos afastar imediatamente o foco da desarmonia. Precisamos zelar pelo equilíbrio e harmonia dessa energia, manipulada no nosso Templo. 


Precisamos ter a consciência do que buscamos e do que queremos. Quando escolhemos fazer parte de um Templo, significa que estamos conscientes de que faremos parte de uma egrégora energética em que cada um é responsável pelas suas próprias escolhas e que arca com suas conseqüências. 


A freqüência ao Templo nos dá uma perspectiva mais clara e um senso de propósito, além de nos sentirmos em paz e perto de Deus quando estamos lá.


Por vezes, nossa mente está tão atormentada por problemas e há tantas coisas que demandam nossa atenção ao mesmo tempo, que simplesmente não conseguimos pensar nem ver com clareza. No Templo, a poeira das distrações parece assentar-se, a neblina e as sombras parecem dissipar-se e conseguimos ver coisas que antes não conseguíamos e achar saídas até então desconhecidas para nossos problemas.


Entrar no Templo é entrar no lugar mais sagrado do Universo. 

Devemos o devido respeito e importância. Cada um entra no local sagrado exatamente da forma em que se dá importância. 


O Templo deve ser respeitado! É inaceitável um comportamento inadequado dentro do Templo que representa a união do Homem com o Universo."

(Texto adaptado por Erelu Iya Osún Funké, Iyanifá Fun Mi Lolá).

Tenhamos/ continuemos, portanto, com uma conduta ideal em prol de nós mesmos e daqueles ao nosso redor.

Muito axé para todos!!

sexta-feira, 11 de março de 2016

Expectativas Distorcidas.

Boa noite comunidade mais que querida!!!

Nesta sexta feira iluminada, vamos dar aquela passadinha na nossa loja para admirar uma daquelas belezuras de tecidos africanos mais uma vez e continuar conversando sobre a expectativa, muitas vezes, distorcida das pessoas ao entrar na religião.

Há um texto interessante é bem completo do Babalawo Marcio Ogbe Ate Ifairawo. Vamos conferir?


Esse tecido é tudo de bom, não é mesmo?! Já dá para imaginar uma Obá belíssima vestida com ele, não dá?!

Do tipo estampado Dourado, tem metragem bem grande sendo possível a confecção de uma saia rodada de 4m, pano da costa e cabeça, bubu e pano. Coisa pra caramba, não é?!

Você vai ficar aí esperando outra pessoa comprar na sua frente?! Garanta já o seu e entre em contato. Você pode encontrar telefones, endereço ou nos deixar uma mensagem através de nossa página. Segue o link: https://www.facebook.com/tudosobreorixastecidoafricanobordado/



"Não busque na religião, seja ela qual for, o milagre que só você pode fazer em sua vida. Quando você busca na religião milagres e eles não acontecem, você se decepciona e a religião perde o valor no seu ponto de vista. O próximo passo será falar mal da religião que o acolheu. Cuspir no prato em que comeu.

Não confunda o sacerdote religioso com seu pai e sua mãe. O papel dos sacerdotes é conduzir, orientar, iluminar o caminho para que o prosélito não se perca, nunca fará o papel de pai ou de mãe. Ao confundir esse papel você, fatalmente, gerará um nível de expectativa tão grande que, quando não for correspondido, lhe levará à inevitável decepção.

Ao abraçar uma religião esteja preparado para lidar com as verdades que vai ouvir. Tenha maturidade e seja adulto. Se fosse para lidar com crianças as casas religiosas e templos seriam creches.

Religião é o elemento que liga o ser humano ao Sagrado. O sacerdote é o instrumento dessa ligação, portanto, um último conselho, religião não é "oba, oba" e nem time de futebol que se escolhe pelas cores ou pelas emoções que lhe provoca. Qualquer religião tem suas regras, seus códigos e seus dogmas. Procure conhecer sua estrutura antes de se vincular. Se você tem visão revolucionária, vá fazer política. As tradições religiosas se mantém graças às suas ortodoxias e há sacerdotes que cumprem o restrito papel de defendê-las. Entre esses, humildemente me encaixo, eis o por que deste texto."

A meu entendimento a postura dele segue a conduta da religião. Há tradições que merecem e precisam ser cultivadas e mantidas. E você, o que acha?

Um final de semana cheio de alegria e muita paz pessoal!!

quinta-feira, 10 de março de 2016

Meu Tempo é Agora (Mãe Stella de Oxóssi)

Boa noite queridos e queridas!!!

Que tal darmos uma relembrada em princípios básicos de educação na religião e em uma casa de axé através de um ótimo texto de Mãe Stella de Osóssi do Axé Opon Afonja?! 

Para quem já faz parte da religião é sempre bom relembrar e para quem ainda não faz, já dá pra começar a aprender!


Sem perder aquela oportunidade de admirar um dos nossos tecidos do tipo Estampado, 100% algodão, com 1,50m/ 5,20m.

Lembrando, pessoal, que para garantir já o seu, basta entrar em contato em contato conosco pois aceitamos pagamento no cartão de crédito (parcelamentos em até 6x sem juros). Clique no link abaixo e veja todas as formas de contato em nossa página:



Agora, vamos conferir um trecho escrito por Mãe Stella no livro "Meu tempo é agora". Após a leitura, quem é que pode compartilhar sua própria experiência conosco e dizer se vêem muitos destes princípios acontecendo ainda hoje em dia ou se poucos?


"1-Sempre que estamos na presença de um mais velho escutamos mais que falamos.
2-Sempre que vamos nos alimentar com um mais velho, ele é servido primeiro.
3-Quando vamos entrar em algum lugar o mais antigo entra primeiro.
4-Jamais um mais jovem senta enquanto seu mais velho está de pé.
6-Quando chegamos a uma casa de orisa saudamos os Orisas primeiro e não as pessoas.
7-A mulher se posiciona a esquerda do homem nos rituais.
8-O mais velho se posiciona a esquerda do mais novo.
9-O ileke identifica o iniciado, o fio mais longo identifica o principal Orisa na feitura do yawo ou olorisa.
10-Homens sempre devem cobrir suas cabeças com fila e mulheres jamais devem deixar o cabelo para fora do pano de cabeça.
11-Sempre quem saúda é quem entra no ambiente.
12-Quando vamos a uma casa de Orisa levamos coisas de ase como presente.
Exemplo: obi, orogbo, flores, mel, dendê etc...
13-Jamais devemos dançar ou orar para os Orisas sem tirar os sapatos.
14-Se não queremos fazer ebó ou etutu não devemos consultar.
15-Se não vamos cumprir as indicações dos Orisas é preferível não consultar.
16-Um olorisa sabe sua posição na hierarquia por cargo ou por data de iniciação, um yawo sabe sua posição na hierarquia por ordem do odu de iniciação.
Espero poder em outra oportunidade me aprofundar nas questões relativas a educação de ase, essa nossa introdução fala de coisas simples que todas pessoas deveriam aprender na infância mas não é difícil entender a falta de educação de nosso povo, observem com cuidado a remuneração de um professor e se possível comparem a remuneração de um jogador de futebol, vai ficar fácil entender."


Espero que este post ajude a todos a se manterem dentro dos princípios básicos de educação da nossa religião, afinal, não custa lembrar de uma coisa ou outra que a gente acaba se desacostumando, não é mesmo?!

Uma noite iluminada e bons sonhos a todos!

quarta-feira, 9 de março de 2016

O Orgulho de ser...

Olá, olá queridos e queridas!!!

Nesta maravilhosa quarta-feira, vamos conversar sobre um texto muito legal de Cleo Agbeni Martins que fala de uma forma simples e admirável sobre o respeito à ancestralidade na nossa religião. E para quem não faz parte, é um ótimo texto para saber um pouco mais sobre como funciona.

Caso você não saiba quem ela é sua importância para a religião afro-brasileira, segue um link que pode te ajudar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%A9o_Martins


Só para não deixar passar em branco esta beldade, tipo Estampado dourado a um preço super em conta!! Lembrando que todos os nossos tecidos são 100% algodão e top em qualidade. O tamanho é suficiente para confeccionar várias peças, ou seja, garanta o seu agora mesmo! em nossa página você encontra todos os nossos contatos, basta clicar no link abaixo:



Orgulho de ser Àse Ojú Obá Ogó Odò! 

""Cantiga que menino canta, gente grande já cantou."


Em grupos de discussões de membros da Religião dos Orixás, Voduns e Inquices é costume ouvir insistentemente: “As coisas estão horríveis”; “Nos velhos tempos era muito diferente”; “Tio fulano” e “tia ciclana procediam com total ética”; “Agora tudo vai por água a baixo”.


É menos doloroso e comprometedor a gente pintar o pequeno mundo de ilusão a cores e dar de ombros. Continuar nossa vidinha indiferente e empurrar com a barriga; como se nada tivéssemos a ver com o que existe aqui e agora. 

Tia Cantu (a Iya Cantulina Garcia Pacheco (Ayra Tola)) continuamente dizia. “Cantiga que menino canta, gente grande já cantou”. Com isso, afirmava que aprendemos com os mais velhos. Estes são o espelho e modelo. Guardiães da tradição.


Mãe Cantu, Ialorixá do Axé Opô Afonjá de Coelho da Rocha e Iá Egbé do Axé Opô Afonjá de São Gonçalo do Retiro (onde se iniciou, pelas mãos de nossa avó Aninha), era paradigma para todos nós que com ela convivemos no dia-a-dia, em Salvador. De 1988 até 2004, quando nossa tia voltou para o Orun, nos braços de Oiá. Costumava visitá-la com frequência. Jamais me esquecerei de seus aniversários. Meu irmão e amigo Pai Bira de Xangô era o responsável direto pelas comemorações pelo dom da vida de sua ialorixá. A festa de cem anos, em 2000, foi memorável. Os cantores líricos Fernando Portari (tenor) e sua esposa Rosa Maria Lamosa (soprano) - filhos de santo do babalorixá- deram um concerto ao piano de caldas trazido ao Axé. Gilberto Gil chorou de emoção. Lindo. Ana Rubia de Mello e a equipe de filhos de santo do Ile Axé Oju Obá Ogodô deram show de profissionalismo. Todas as grandes lideranças religiosas marcaram presença. 


Tia Cantu era modelo de ética religiosa. Jamais vi a ialorixá Cantulina proceder de maneira bizarra, equivocada; desdizer ensinamentos que recebera e transmitira; por palavras atos ou omissões. Não. O tempo todo – nos cento e quatro anos de sua existência no Aiê (terra), a veneranda senhora nascida no dia 16 de março de 1900 foi modelo de coerência humana e religiosa. E não me refiro somente à religião dos Orixás. 


Recebeu o posto honorífico “Iá Egbé” ainda abiã de “santo assentado”. Não era ainda adoxú (“feita” de Orixá) quando isso ocorreu. 


Mãe Cantu descendia de ilustres africanos com muita significância no candomblé da Bahia. Rodolfo Martins de Andrade, por exemplo. Seu avô, “tio Joaquim” – Obá Sanyá e Olubemin do Axé Opô Afonja - escreveu seu nome com letras de ouro em várias comunidades: Sítio do Pai Adão em Recife (de meu querido amigo Papai Manoel Nascimento Costa, neto do fundador); na Casa Branca do Engenho Velho e no Axé Opô Afonjá (BA).


“Cantiga que menino canta, gente grande já cantou”. Mãe Cantu jamais deixou de observar os mínimos procedimentos e costumes de seus mais velhos. Cumpria-os à risca.


Retornou para Salvador, por determinação de Ayrá, deixando sua filha a Iya Regina Lúcia em seu lugar. E nossa irmã, filha de Iemanjá, não só correspondeu como superou todas as expectativas. Diga-se que tia Cantu sucedera Mãe Agripina de Aganju no Axé.


A ilustre filha de Ayrá sempre respeitou Mãe Stella, nossa Ialorixá, a qual tratava tia Cantu com carinho de filha e sobrinha. Isso eu testemunho e assino em baixo. 


Mãe Stella, apesar de ialorixá consagrada e respeitada, sempre pedia primeiro as bênçãos de tia Cantu. Sempre. E a filha de Ayrá- apesar de todos os seus tantos oiês (títulos) tomava em primeiro lugar as bênçãos de Mãe Pinguinho de Oxum: sua irmã mais velha, do mesmo barco de 1936. Antiguidade é posto. Esta é a tradição herdada de nossos mais velhos. Não se queimam etapas; o amor e respeito seguem na vanguarda. Árvore boa dá bons frutos. 


Que tia Cantu- Iya min Ayrá Tola - continue a velar por todos nós. Iba ré lonin afiedeno."


Como todos podem perceber através do texto de Cleo Martins, na religião afro-brasileira se respeita os mais velhos, é deles que vem o conhecimento e e deles que vem a experiência, mas não somente por isso, somos uma família e como toda família, deve-se respeitar e amar os mais velhos, os irmãos, os sobrinhos, os filhos e os primos. 

Ou seja, uma dos pilares da educação da população que tem se perdido é um dos princípios básicos da religião. Não se faz parte se não se respeita os mais velhos e, por conseguinte, seus irmãos e primos e por aí vai...

Muito axé e sabedoria pessoal!!!

terça-feira, 8 de março de 2016

Como medir as dimensões do sentimento?

Boa tarde comunidade querida!!!

É difícil dimensionar as emoções não é mesmo?!

Ìyá Rosângela De Iyewa fez um texto bem bonito e interessante a respeito que vale a pena compartilhar com vocês. Vamos conferir?


Mas não sem antes dar aquela admirada neste maravilhoso tecido do Tipo Estampado Premium, 100% algodão, assim como todos os nossos tecidos, top em qualidade e de 1,50m/6m.

Lembrando que aceitamos cartão de crédito. Em nossa página do facebook você encontra todos os nossos contatos. Não perca mais tempo e garanta já o seu antes que seja tarde:


"Como medir as dimensões do sentimento?

Como criar uma tabela comparativa entre “amores”?


Como escalonar o primeiro? O de mãe? De pai? De filho? De irmãos? De namorados? De casados? De amantes? De amigos? De companheiros?!?

Convivendo, se entregando,se envolvendo, sorrindo, sofrendo, imbuindo, participando, acompanhando, respeitando, entre saudades de partidas e alegrias de chegadas, esperanças, e tantos outros fatos que movimentam, acendem e tiram da inércia a possibilidade de amarmos de forma mágica cada um que nos seja importante.

Esse poder mágico, essa capacidade de amor sublime, íntegro, sem cobrança, gratuito, sincero, que cuida, preserva, fortalece, eleva, é a mais digna expressão do que é verdadeiro e puro.

Para amarmos com propriedade nosso filhos, mãe, pai, irmã (o), namorado (a), esposo (a), amigos, amantes, companheiros, semelhantes, os animais, a natureza, a vida enfim e,para desenvolver a cada dia mais essa capacidade, só tendo a sensibilidade para perceber que tudo nos foi permitido por Olorun e nos é transmitido por nosso Òrìsà, que nos ama e nos possibilita ter a quem amar. E por isso, verdadeiros Omo Òrìsà que somos, amamos em primeiro lugar o nosso Òrìsà.

Declaro ao meu Òrìsà o maior e o mais incondicional Amor."


Seguindo a mensagem da Ìyá, desejo a todos:

Uma terça cheia de amor!