domingo, 17 de janeiro de 2016

A Ilha Sagrada - útima parte

Olá, olá queridos e queridas!!!!

Espero que o domingo esteja sendo maravilhoso! E, para melhorar ainda mais, vamos para o terceiro e último post sobre a Ilha Sagrada? Claro que ainda falaremos muito mais sobre o assunto, mas em post diferentes.

E, falando em diferente, presta atenção neste tecido super diferente e lindíssimo!!!


Esta belezura faz parte dos Estampados Premium, isto devido a qualidade top e variação de cores, além de ter 1,50m de largura/ 6m de comprimento.

Lembrando que todos os tecidos africanos com os quais trabalhamos vêm do exterior, são autênticos e 100% algodão. E sabe o que é ainda mais legal, podemos encomendar o mesmo tecido, mas em cores diferentes. isso mesmo! O mesmo desenho, mas ao invés de rosa pode ser em azul, amarelo, verde e por aí vai!

Lembrando que as formas de pagamento disponíveis são cartão de crédito (parcelado em até 6x sem juros) ou à vista (fazemos desconto neste caso).

Não perca mais tempo! Entre em contato conosco agora mesmo e garanta já o seu. segue o link da página para contato: https://www.facebook.com/tudosobreorixastecidoafricanobordado/

E, continuando nosso post sobre a Ilha Sagrada...


As Casas de Santo reproduzem as côrtes africanas, onde o rei é o babalorixá, ou a iyalorixá, com a soberania, a autoridade e o poder absoluto e vitalício, concentrando as figuras de chefe de estado e líder religioso. Em torno dessa figura, circula um protocolo todo especial: como reverenciá-la; quem pode sentar-se a seu redor durante as refeições; as cores das roupas e dos colares que a comunidade deve usar; os tabus e interditos decretados por eles e que deverão ser respeitados por todos, etc.

Sua corte é composta pelos integrantes da comunidade (ègbé) que ocupam os cargos mais importantes. Estes podem ser seus parentes consanguíneos, ou não. Porém, não raro, a composição se dá em uma espécie de castas, onde se pode observar que certas famílias se destacam por seus membros preencherem posições relevantes na hierarquia e no controle da Casa.

Os membros de um ègbé (comunidade), ao ingressarem no Ile (casa), passam a ser parte de uma comunidade especial. Verdadeiras moléculas componentes da célula master. Despir-se de individualismo dentro da Casa de Santo é compreender e facilitar o equilíbrio do conjunto. Com isso, perde sentido a vaidade, o egoísmo e as disputas pessoais que corrompem a sociedade. Na Casa de Santo, a importância que se exerce é ser parte do todo como um só. A UNIÃO É O MAIS SÓLIDO DOS ALICERCES DO SAGRADO E O QUE MAIS POSSIBILITA A FELICIDADE RECÍPROCA ENTRE PESSOAS E ORIXÁS.

A Casa de Santo, enfim, é uma ilha de fé, de tradição e de cultura. Seu espaço físico e astral é compartilhado por seres vivos e divindades imateriais que se misturam em uma poesia singular.

Naquele reduto, passado, presente e futuro se integram de uma forma quase imperceptível. De um modo único, inexplicável, como só uma Religião paradoxal e apaixonante como o Candomblé pode conceber.


A Casa de Santo é o Templo que abarca a crença, os costumes, as diferenças, o negro, o branco, o homem a mulher, o velho, a criança, o rico, o pobre, o homo e o hétero, acolhendo a todos com a sabedoria milenar e infalível do africano. Sabedoria de escravo, que conquistou o senhor. Sabedoria simples e profunda, que se pode resumir em quatro pilares: respeito, solidariedade, perseverança e axé.

Portanto comunidade querida, muito respeito, solidariedade, perseverança e Axé para todos vocês hoje e sempre. Vale dizer, não só na casa de santo, mas também fora dela, ok?!

Bom fim de domingo e até amanhã!!! ;-)

sábado, 16 de janeiro de 2016

A Ilha Sagrada - continuação...

Olá queridos amigos e amigas!!!

Como vão todos? Espero que muito bem!

Hoje vamos continuar a falar sobre a Ilha Sagrada que é a casa de Santo, mas antes, convido vocês a dar  uma boa olhada nesta beleza de tecido:


Este é mais um dos tecidos africanos lindíssimos que temos em nossa loja, por enquanto. Ele é do tipo Estampado Dourado, isto porque, como vocês podem ver na foto ele tem brilhos dourados por todo o tecido. Isso mesmo!!! É de tirar o fôlego!

Assim como o tecido de ontem, ele também é de 100% algodão, sendo uma qualidade incomparável. Como vocês podem ver ele tem 5 cores: coral, salmão, vinho, vermelho escuro e dourado. 

Ele pode ser vir tranquilamente para os seguintes Orixás: Oiá, Euá, Obá, entre outros. Isso mesmo, até porque, como eu comentei com vocês ontem, varia de nação para nação. ;-)

Vamos aos detalhes: possui 1,50m de largura/ 5,20m de comprimento.

A venda dos tecidos é feita por peça, com isso, dá pra fazer bastante coisa com essa belezura!

Os tecidos podem ser parcelados em até 6x sem juros, a não ser que seja uma quantidade maior, neste caso podemos analisar o aumento do número de parcelas. Entretanto, caso o pagamento seja à vista, fazemos desconto! Pois é!! Aquela ajudinha que é sempre bem-vinda, não é mesmo?!

Para saber mais sobre valores, você pode nos enviar um comentário por aqui deixando seu e-mail e/ou telefone, um e-mail ou, preferencialmente, uma mensagem pelo nossa página do facebook. Segue o link: https://www.facebook.com/tudosobreorixastecidoafricanobordado/

E o que acha de darmos continuidade a nossa conversa de ontem? Vamos lá!


Vale dizer que existem catalogados mais de 90 (noventa) cargos hierárquicos dentro da liturgia do Candomblé. Há desde os administrativos internos, aos ritualísticos e também aqueles voltados para as relações diplomáticas externas que devem ser mantidas com outros Barracões.

A convivência é balizada pela senioridade dos iniciados na Religião, portanto, quanto mais anos de iniciação possua o adepto, maior sua condição hierárquica naquela comunidade, assim como maiores serão suas regalias naquele egbé.

Dentro da Casa de Santo existem espaços sagrados e também aqueles destinados às festas de caráter mais informal e não litúrgicas.

Os quartos de Santo são os locais onde são guardados os assentamentos dos Orixás. Ali, repousam nas louças e ferramentas de cada Divindade, sua energia, seu Axé e a fé de seus seguidores. Esses locais são restritos aos frequentadores da Casa, mas o direito de manusear essas preciosidades sacras cabe apenas aos iniciados mais velhos e aqueles de maior confiança.

Os quartos de Santo são saudados sempre, um a um, por cada adepto que entra na Roça.

Na sala, ou salão (local onde são realizadas as cerimônias públicas), existem 3 pontos especiais: a porta de entrada, a cumeeira e os atabaques. Esses três locais também são saudados pelos visitantes de outros Terreiros. Até mesmo os Orixás manifestados prestigiam esses três locais, que representam, respectivamente, os caminhos, o axé daquela Casa e a orquestra ritual que chama e louva as Divindades.

Outro espaço sagrado é o ronco (Asè). Este é o quarto privativo e exclusivamente separado para os rituais de iniciação e também para os ritos que são realizadas quando completados os ciclos posteriores à iniciação (obrigações de tempo de santo) de cada adepto.

Tradicionalmente, nos locais sagrados não se fuma, não se bebe, não se adentra sem que antes se tome um banho de ervas para retirar as energias negativas, se vistam as roupas de rituais e se tenha autorização.


Mas há sempre redutos mais afastados que podem ser utilizados para que, nos momentos descontraídos das festas, os frequentadores desfrutem das bebidas, das brincadeiras e do samba de roda, tradição secular. 

Por hoje é só pessoal, amanhã finalizamos esse assunto para o post não ficar grande demais. Espero que tenham gostado até então e aguardo vocês amanhã!!

Um ótimo sábadooooo!!!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A Ilha Sagrada

Feliz Ano Novo Pessoaaaall!!!!!

Pois é gente querida! Tiramos umas férias do blog devido aos eventos realizados no último mês que foram seguidos de festas de fim de ano, quando tivemos recesso, sendo assim, aqui estamos nós, retomando nossas postagens maravilhosas!

Vamos dar uma modificada na disposição e assuntos por um tempo. Por exemplo, vamos começar conversando com vocês sobre um dos tecidos maravilhosos que temos em nossa loja, por enquanto, para venda. Dá uma olhadinha nessa obra de arte!


Então, comunidade querida, este é um tecido de ótima qualidade e 100% algodão! Isso mesmo! Um conforto! 

Por serem tecidos africanos e belíssimos, sabemos que, em geral, a maioria das pessoas que se interessa faz parte da religião africana, mas a bem da verdade eles são tão lindos que dá pra fazer roupas convencionais fácil, fácil também!

Ainda para quem tem interesse religioso no tecido, esse daí pode ser tranquilamente utilizado para os Orixás Ewá, Oiá Onirá, também Obá, entre outros, variando de nação para nação.

Como já expliquei em outro post aqui, a qualidade desses tecidos também é relacionada aos desenhos e aplicação das cores. Nós trabalhamos com tecidos de melhores qualidades, sem dúvida, mas não se assustem, pois os valores são bem justos, tá!? ;-)

Esse daí faz parte do tipo Estampado e possui 1,50m de largura/ 5,20 de comprimento. Ou seja, dá pra fazer muita coisa!

Você pode adquiri-lo no cartão de crédito parcelando em até 6x sem juros ou à vista, neste caso fazemos desconto!!! 
Para saber mais sobre valores você pode nos deixar uma mensagem por e-mail, um comentário abaixo ou, ainda melhor, através de mensagem em nossa página no facebook. Segue o link: https://www.facebook.com/tudosobreorixastecidoafricanobordado/

E agora, vamos falar um pouco sobre a religião africana e o que a casa de Santo representa?


O espaço geográfico onde se situa o Templo de Candomblé (ilè àse), como tudo nessa Religião, é ímpar.

Curiosamente, apesar da diversidade de cultos oriundos de diferentes regiões africanas; apesar das peculiaridades rituais e culturais; apesar dos vários nomes pelos quais esse espaço é reconhecido (Ilê, Barracão, Roça, Casa de Santo, ou Terreiro), e independentemente da origem da liturgia ali praticada (Nação), a dinâmica que se oferece aos adeptos e visitantes que entram naquele espaço é invariavelmente a mesma: trata-se de um mundo a parte.

Ao atravessarmos as fronteiras desse reduto de Fé e resistência cultural, ingressamos em outra dimensão. Ali, o tempo passa em outro compasso. As relações de hierarquia social são completamente diferentes daquelas existentes na vida profana.

Basta um passo para dentro do Terreiro, e as regras de convivência são outras. Não que as leis brasileiras percam sua eficácia, mas as normas de conduta e o sistema de poder dentro do Ilê são únicos e prevalecem a tudo e a todos.

Por exemplo: se na vida exterior um adepto for uma autoridade pública, mas dentro daquela Roça sua condição hierárquica for de um Abiãn (não iniciado), ele será  subordinado a qualquer pessoa, instruída, ou não, mais velha, ou não. Sua condição de autoridade não vale naquela comunidade (ou egbé).

A idade cronológica não conta. A cultura exterior não conta. Os valores materiais não contam. Ali outros valores prevalecem.

Em suma, o espaço mítico dos Terreiros funciona como um verdadeiro Vaticano: um território encravado dentro de um país, com regras, valores, e hierarquia próprias. Ali existe outro “Chefe de Estado”.

Talvez por isso haja certa dificuldade para as pessoas que não estão preparadas para isso, se adaptarem à dinâmica de uma Casa de Santo. 

Bom pessoal, por hoje  é só, mas amanhã voltamos para continuar esse assunto tão gostoso que é a Casa de Santo!!!

Um ótimo dia a todos e até amanhã!!!!!!!

domingo, 6 de dezembro de 2015

Artefatos, cultura e história pelo mundo

Olá comunidade querida!!!!

É com uma alegria imensa que início o post de hoje e venho conversar cm vocês sobre as inúmeras obras de arte que eram , na verdade, utensílios e estão espalhados pelos museus do mundo contando um pouco da história da África, este país imenso e tão cheio de riquezas culturais para oferecer e encantar.

Estive conhecendo alguns desses museus, e gostaria de mostrar um pouco do que eu descobri por lá.

O que acha de embarcar comigo nessa viagem?


Como mencionei acima, são muitos os grandes museus espalhados pelo mundo que contam a história da África e seus diferentes povos através de obras de arte, artefatos de cozinha, roupas e tecidos, explicando a utilização e sua importância. Infelizmente ainda não consegui visitar o maior deles, que fica na Bélgica, mas vamos começar conversando sobre um muito importante e interessante que é o British Museum, ou seja, Museu Britânico que fica em Londres.

Lembrando da importância do metal na cultura africana, seu desenvolvimento e a diversificação de status e poder que surgiu do seu descobrimento e utilização, transcrevo abaixo da foto respectiva as informações dadas pelo museu:


"A miraculosa transformação, através do fogo, de rocha em metal fundido criou o material do qual artefatos culturais eram forjados. A fundição se tornou uma metáfora para criação e procriação; na mitologia de algumas sociedades africanas o Deus Criador é um ferreiro (como nós já sabemos bem, não é mesmo?! hehehe). Essa mitologia investiu objetos de metais, incluindo ferramentas de agricultura, moeda e, particularmente, armas, com um potencial especial. Em diferentes maneiras o próprio ferreiro era - e ainda é - visto como detentor de poderes mágicos e que se empenha em práticas secretas que o separa do resto da comunidade.
A fundição do metal, muitas vezes feitas em grandes e complexos fornos, seguida pela fundição do resultado de barras de metais fundidos em artefatos com lâminas podem ser vistos como a alta tecnologia da cultura material africana pré-industrial. neste sentindo, tinha muito em comum com as armas e tecnologia de indústrias de sociedades contemporâneas industrializadas ao redor do mundo. Entretanto, a extraordinária variedade de formas e beleza nesses artefatos os eleva do reino de utilitários para arte virtuosa e sugere um significado mais profundo na sua função. Artistas contemporâneos africanos, tanto homem quanto mulher, continuam a explorar e expandir essas tradições de trabalho em metal."


Ainda conversando sobre o metal, há a sua utilização como armas, como foi descrito acima, e armaduras. Seguem as informações fornecidas neste contexto pelo museu:

"Muitos exemplos de armas africanas metálicas e com lâminas foram, inevitavelmente, adquiridos por poderes europeus coloniais durante o século 19. Estes artefatos e a complexa tradição que inspirou sua produção foram, posteriormente, reprimidos, muitas vezes, impiedosamente, pelas autoridades coloniais na África. Escudos, capacetes e armaduras, que eram bastante utilizadas não apenas como proteção ao ferro, mas também como demonstração de afiliação étnica ou status, começou a perder sua significância.
Inicialmente, quando exibidas no Oeste, as armas e armaduras africanas eram vistas por muitos como símbolos materiais da selvageria primitiva a qual o continente estava entregue. Adicionando insultos ao prejuízo, elas foram largamente omitidas de sérios estudos e exibições  de material cultural africano durante o período pós-colonial, em parte devido ao medo da conotação negativa, em parte por ignorância sobre o verdadeiro significado social e a arte de sua produção.
A reverência com a qual estes artefatos continuam a ser vistos em muitas sociedades africanas hoje requer uma reavaliação da sua utilização passada e presente - não apenas no âmbito de guerra e caça, mas em contextos ritualísticos, políticos, mágicos e religiosos, econômicos e, até, esportivos."

Bom pessoal, como nossa conversa já está ficando grandinha, vou deixar para falar um pouco mais sobre as informações a respeito de roupas e instrumentos no próximo domingo, ok?!

Espero que vocês tenham gostado da conversa de hoje, porque eu achei tão interessante tudo isso que quis muito compartilhar com vocês.

Se tiverem qualquer pergunta ou comentário a adicionar, fique à vontade!

Para manter a tradição, seguem alguns tecidos africanos e verdadeiros com os quais trabalhamos e que podem ser adquiridos por vocês!

Alguns tecidos poderão ser adquiridos  no Encontro de tecidos Africanos e Richelieu que acontecerá nso dias 12 e 13/12!

Faça agora mesmo sua inscrição e confirme sua presença na página do evento!


E-mail: tecidosafricanosebordados@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/tudosobreorixastecidoafricanobordado




Tenham um ótimo domingo e até amanhã!!!!

Ewá - Lenda por Reginaldo Prandi

Bom dia comunidade querida!!!

Finalizando este lindo sábado, vamos conversar sobre Ewá! Isso mesmo, uma das mais misteriosas Iabás.

Assim, como todos sabem são muitos os mistérios de Ewá, um deles é o pôr do sol, você sabia?! POis é...

Na lenda que Prandi descreve em seu livro "Mitologia dos Orixás", podemos conhecer mais um dos seus mistérios. O que acha? Uma boa, não é mesmo?! Então me acompanhe!


"Filha de Nanã também é Ewá. 

Ewá é o horizonte, o encontro do céu com a terra. É o encontro do céu com o mar. 

Euá era bela e iluminada, mas era solitária e tão calada. 

Nanã, preocupada com sua filha, pediu a Orunmilá que lhe arranjasse um amor, que arranjasse um casamento para Ewá. Mas ela desejava viver só, dedicada à sua tarefa de fazer criar a noite no horizonte, mandando sol com a magia que guarda na cabeça adô. 

Nanã porém, insistia em casar a filha.

Ewá pediu então ajuda a seu irmão Oxumarê. O Arco-Íris escondeu Ewá no lugar onde termina o arco de seu corpo. Escondeu Ewá por trás do horizonte e Nanã nunca mais pôde alcançá-la. 

Assim os dois irmãos passaram a viver juntos, lá onde o céu encontra a terra. Onde ela faz a noite com seu adô."

Essa preferência de Ewá querer viver só não é muito comum, não é mesmo?! E é uma dos mistérios deste Orixá ainda pouco conhecido. Isto porque muitos de seus fundamentos, assim como a Iabá devem permanecer sagrados, ou seja, segredo...

Seguem algumas opções de tecidos africanos que podem ser utilizados nas roupas sagradas da mesma.

Alguns tecidos poderão ser adquiridos  no Encontro de tecidos Africanos e Richelieu que acontecerá nso dias 12 e 13/12!

Faça agora mesmo sua inscrição e confirme sua presença na página do evento!


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Por hoje é só pessoal! Aguardo vocês amanhã!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Oxalá - Lenda por Reginaldo Prandi

Olá, olá amigos e amigas!!!

Finalizando a semana com chave de ouro, vamos conversar sobre a lenda que Prandi descreve em seu livro.

Você sabia como a Galinha d'Angola surgiu? Não?! 

Foi Oxalá com seus poderes, mas você sabe o por quê? E não é só isso! Existe uma informação ainda mais sagrada na conversa de hoje!!! Vem comigo!


"Há muito tempo, a Morte instalou-se numa cidade e dali não quis mais ir embora.

A mortandade que ela provocava era sem tamanho e todas as pessoas do lugar estavam apavoradas, a cada instante tombava mais um morto.

Para a Morte não fazia diferença alguma se o defunto fosse homem ou mulher, se o falecido fosse velho, adulto ou criança. 

A população, desesperada e impotente, recorreu a Oxalá, rogando-lhe que ajudasse o povo daquela infeliz cidade.

Oxalá, então, mandou que fizessem oferendas, que ofertassem uma galinha preta e o pó de giz efum, fizeram tudo como ordenava Oxalá. Com o efum pintaram as pontas das penas da galinha preta e em seguida a soltaram no mercado.

Quando a Morte viu aquele estranho bicho, assustou-se e imediatamente foi-se embora, deixando em paz o povo daquela cidade. 

Foi assim que Oxalá fez surgir a galinha d’angola. 

Desde então, as iaôs, sacerdotisas dos orixás, são pintadas como ela para que todos se lembrem da sabedoria de Oxalá e da sua compaixão."

Os que são da religião sabem que a galinha da Angola tem uma importância fundamental, não é mesmo?! 

E você, tem algo a acrescentar a respeito?

Seguem, os tecidos africanos que podem ser utilizados na confecção das roupas sagradas de Oxalá.

Lembro, mais uma vez, que alguns tecidos poderão ser adquiridos  no Encontro de tecidos Africanos e Richelieu que acontecerá nso dias 12 e 13/12!

Faça agora mesmo sua inscrição e confirme sua presença na página do evento!


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Nossa conversa continua amanhã, pessoal, e vamos falar sobre... EWÁ!!!!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Ossaim - Lenda por Reginaldo Prandi

Bom dia queridos e queridas!!!

Vocês se lembram da lenda sobre o voo das folhas de Ossaim sobre a qual conversamos há alguns posts atrás? Você pode relembrar através do link abaixo:


Hoje vamos voltar a conversar sobre a mesma lenda, entretanto, através de uma vertente diferente, a de Prandi em seu livro Mitologia dos Orixás. Você já conhece?

O início da lenda é o mesmo, mas o final... Vamos conferir?!


"Ossaim, filho de Nanã e irmão de Oxumarê, Ewa e Obaluaê, era o senhor da folhas, da ciência e das ervas, o orixá que conhece o segredo da cura e o mistério da vida. 

Todos o orixás recorriam a Ossaim para curar qualquer moléstia, qualquer mal do corpo. Todos dependiam de Ossaim na luta contra a doença. Todos iam à casa de Ossaim oferecer seus sacrifícios. Em troca Ossaim lhes dava preparados mágicos: banhos, chás, infusões, pomadas, abo, beberagens. Curava as dores, as feridas, os sangramentos; as desinteiras, os inchaços e fraturas; curava as pestes, febres, órgãos corrompidos; limpava a pele purulenta e o sangue pisado; livrava o corpo de todos os males.

Um dia Xangô, que era o deus da justiça, julgou que todo os orixás deveriam compartilhar o poder de Ossaim, conhecendo o segredo das ervas e o dom da cura. Xangô sentenciou que Ossaim dividisse suas folhas com os outros orixás. Mas Ossaim negou-se dividir suas folhas com os outros Orixás. 

Xangô então ordenou que Iansã soltasse o vento e trouxesse ao seu palácio todas as folhas das matas de Ossaim para que fossem distribuídas aos Orixás. Iansã fez o que Xangô determinara. Gerou um furacão que derrubou as folhas das plantas e as arrastou pelo ar em direção ao palácio de Xangô.

Ossaim percebeu o que estava acontecendo e gritou: 
Euê uassá! (As folhas funcionam!).

Ossaim ordenou que as folhas voltassem às suas matas e as folhas obedeceram às ordens de Ossaim. 

Quase todas as folhas retornaram para Ossaim. As que já estavamem poder de Xangô perderam o axé, perderam o poder de cura.

O orixá-rei, que era um orixá justo, admitiu a vitória de Ossaim. Entendeu que o poder das folhas devia ser exclusivo de Ossaim e que assim devia permanecer através dos séculos. 

Ossaim, contudo, deu uma folha a cada orixá, deu uma euê pra cada um deles. Cada folha com seus axés e seus ofós, que são as cantigas de encantamento, sem as quais a folhas não funcionam. Ossaim distribuiu as folhas aos orixás para que eles não mais o invejassem. Eles também podiam realizar proezas com as ervas, mas os segredos mais profundos ele guardou para si.

Ossaim não conta seus segredos para ninguém, Ossaim nem mesmo fala. Fala por ele seu criado Aroni. 

Os orixás ficaram gratos a Ossaim e sempre o reverenciam quando usam as folhas."

Interessante esse final, não é mesmo?! E o segredo das folhas permanece com Ossaim.

Assim, como os tecidos africanos abaixo, que podem ser utilizados na confecção de suas roupas sagradas. Lembrando que eles são verdadeiros, 100% algodão e você adquirí-los através de encomenda.

Alguns tecidos também poderão ser adquiridos  no Encontro de tecidos Africanos e Richelieu que acontecerá nos dias 12 e 13/12!

Faça agora mesmo sua inscrição e confirme sua presença na página do evento!


E-mail: tecidosafricanosebordados@gmail.com
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A conversa de hoje foi super agradável e aguardo vocês para a de amanhã que será sobre o pai do branco, Oxalá!